terça-feira, 9 de junho de 2009

Que pena

QUE PENA


Que pena que não posso te curar de tua dor.
Que pena que ela seja só sua...

Se fosse dividida amenizava.
Mas quem quer uma dor dessa?

E tento justificar a minha dor
Com todas as suspeitas,
Das minhas expectativas infundadas.

Ou fundadas apenas no meu contexto visceral.
Sinto muito que o outro ainda é tão feio pra você.
Sinto muito que apesar de belo,

Pode estar apenas belo por fora,
Por que por dento,

Ah, por dentro é só suspeita de quem rejeita...
Pelo outro ser igual a si.

Somos feitos de expectativas e
Confirmações .

Confirmações e expectativas sempre nossas.
O conteúdo é seu.
Você pensa assim.

E essa solidão pode pesar.
Pode ser feia.

Acabou-se a inocência...
Acabou-se a grandeza;

De ver o exato através apenas
Dos olhos maduros de uma criança;

Que não tem expectativa.
Tem certeza do que é e do que vê.

E sempre está de bem com a vida;
Não tem depressão.
Nem impressão.

Ela apenas imprime o que sente no aqui e agora.
O passado e o futuro estão fora...
Deste vazio preenchido pelo presente,
Que não tem tempo a perder com mazelas
De um desgosto construído apenas pela incompreensão
De alguém que na sabe o que é ser.
Apenas julga o outro pela sua própria acidez...

Marta ,Salvador 08.06.09

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