Eu olhava pras estrelas e via
As borboletas no escuro.
De todas as cores e texturas,
Voavam vôos bobos e rasantes,
Alegres e descontraídas.
Escondidas : era proibido voar de noite.
Quando uma quebrou a asinha as outras choraram.
Como estavam escondidas não tiveram socorro.
Choraram muito, todas.E não tinham como socorrê-la.
Elas tinham ido ver as estrelas.As estrelas na distância delas
Nem percebiam o que estava acontecendo e as borboletas
Só faziam sofrer.Nem o brilho das estrelas adiantou de nada.
Sofridas com a dor da outra machucada, correram de volta ao
Proibido e caíram no vazio.Nem ficaram nem conseguiram
Chegar.
Era melhor que tivessem lutado contra a proibição e quem
Sabe poderiam voar quando conseguissem resolver a
Questão das proibições.Não sei qual a vantagem naquela vida.
As borboletas também tinham culpa por cederem tanto
Entregando em jogo toda a sua felicidade que nunca vem de uma vez
Mas dia após dia.
Mas pra sofrer também é assim.Nunca sofremos tudo de uma vez,nem felizes
Também, não somos de uma vez só.
E na estrada da vida nos atrapalhamos muito com a felicidade e infelicidade de todos
Parecemos borboletas de noite olhando as estrelas.
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