quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Hoje a vida me atropelou

Eu estava distraída
E caí
De repente fiquei com pena de mim.

Não tinha onde enfiar minha angústia
Minha mazela
Meu limite de compreensão
Tudo tomou posse de minha cabeça

Era um arranjo desarranjado
Eu não me suportava
Pela minha incompetência
De não me entender

Que sufoco frágil
Que frágil sufoco.

E tudo isso por que
Apenas por que
As coisas não andavam
D o jeito que eu queria

Eu queria tudo certinho
Como se fosse uma régua
Abominava a vida que emergia
Por todos os lados

Eu queria tudo certinho
Como se fosse uma régua

O mais certinho de tudo
Era que nada certinho tinha que ser.
Era apenas a vida que emergia

Do meu não saber


Marta Ayres. 24.11.2008

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