As janelas “já nela”
Feliz pelas paisagens
Que vê e aprende através das janelas, já nela.
Mas lá fora o vento corta,
O sol esquenta,
A pele seca,
Os ossos afinam,
Nela...
E as janelas firmes enxergam e protegem,já nela...
Mas a vida continua,
E a criança enrugada por fora,
Continua inocente,
Querendo participar das cenas
Que já não são suas,
São dos seus que de si saíram,
Mas eles não perdoam,
Eles excluem,
Desorganizam,
Exasperam e renegam a própria existência,
Deles e de todos,
Roncam feito animais ensandecidos,
Desesperados,
Usurpam,
Aniquilam no que podem,
Empobrecem,
Dilaceram chamando para si
O direito de existir no que
Não criaram.
Machucam a si,
E a quem estiver por perto
Passam na frente,quando não por cima.
Esquecem-se
do endereço de origem,
Riem-se de si e o dos outros
Como hienas enfeitiçadas
Numa piscina de fezes,
Elocubram sobre onde fica o inferno
No qual nadam sem perceber.
Desalinham a si próprios
Negando o direito de existir
E de continuar.
As janelas continuam abertas
A alegria reina inocente e lá dentro está a criança,
De dentro das janelas tudo é possível
E inatingível;
Ah, que janelinhas boas,
Dormem e acordam cedinho,
E amanhã tem mais por ver
E acreditar,
As crias já não fazem poeira,
Se foram nos caminhos que escolheram
Fazendo barulho dos novos caminhantes
Que não conhecem o caminho.
E do jeito que vão, neles se perdem.
E o que as crias sabem fazer é só deixar:
O que é velho, enrugado e feio, parecido com àquelas mãos secas e seguir em frente incapazes de enfrentar a si e ao espelho refletor do velho,fraco e feio que um dia será. , se não tiver janelinhas...
E esquece da criança que está guardada cheia de alegria para encantar mais uns dias por quem vai passar.
Por que no etéreo nada é feio e é no etéreo que vão se transformar.
Acalme-se.
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Um comentário:
Linda te admiro uito beijo Sias
Muito bonita
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